Saímos do Rio no sábado: Daniel, Fabim, Vanessa, Erika e eu. Fomos direto a Itanhandu para pegar os kits da prova. A praça estava bem movimentada com direito a música ao vivo e macarrão. O kit contava com boné, camisa, adesivo e numeral, Eu ainda estava com o joelho imobilizado para diminuir a inflamação.
Fomos ainda encontrar o Filipe que havia levado a bike e algumas coisas pro Daniel.
Na manhã do dia 29, fomos para Itanhandu, novamente, para a largada. Chegamos muito em cima da hora e tivemos que correr para dar tempo. Não deu para aquecer e quase não alongamos também.
Eram dois percursos: o PRO de 94 km e o SPORT de 66 km. Nós optamos por competir na PRO, claro. rs...
Largamos às 8:30 bem atrás do pelotão. Eu tentava não forçar muito o joelho para não ter que abandonar a prova. Até então nada doía. Eu estava empolgado em ter a Erika na torcida.
A turma disparou na frente e eu, depois de algum tempo de pedal, fui alcançando meus amigos de pedal. Lembro do Daniel dizendo : "Deixa pra forçar o joelho no final".
Pouco antes do km 8, começou a dor no joelho e eu pensei: nem fiz 10% da prova e já está assim. Os kms foram passando e eu tentando conviver com a dor que ainda era fraca. No km 15, já incomodava e eu pensei que ao término meu joelho, minha nuca e traseiros estariam 6x pior do que naquele momento. Resolvi que iria até onde aguentasse.
Derrepente, escutei meu nome: era o Leandro (Amazonas) que me acompanhou por um tempo. Depois eu fui ficando pra trás.
O incômodo do joelho não parava mas eu fui me acostumando com ele. O corpo foi ficando quente e a prova mais maneira.
Comecei a conversar com um cara que dizia pedalar muito de speed, mas que esteve no Iron Biker de 2007. Ele disse ser de Paulínia (SP). O cara me parecia muito familiar e logo eu descobri porque. Eu o havia conhecido na chegada do primeiro dia do Iron 2007. Seu nome é Ricardo e nós havíamos conversado e tirado uma foto com o Josenildo, de Campos, na ocasião. Não o vi desde então. Engraçada coincidência!
Pegamos um single track à direita que subia e depois descia até uma estrada de terra onde o pessoal da SPORT, que largou depois, foi nos encontrando aos poucos.
Em um trecho mais alto, havia uma grossa camada de lama no trajeto, mas dava pra passar pelas laterais. Um pouco mais a frente avistei um ciclista caindo no mato. Quando me aproximei, vi que era o guerreiro Alarico. Ele se divertia brincando que ficaria por ali mesmo apreciando o visual do local. Tirei uma foto dele que fez questão de ficar na posição em que caiu.
Pouco mais a frente, encontramos uma subida de lama quase impedalável. Eu tentei por alguns metros enquanto todos a volta empurravam. Era muito complicado pois a bike ficava escorregando de um lado para o outro. Caí, subi na bike e tentei por mais uns dois metros... não deu e eu subi empurrando como todo mundo.
No km 30, minha corrente estava fazendo muito barulho por falta de lubrificação. Ao passar por um ponto de hidratação, pedi óleo ao pessoal da organização. Foi a salvação... a corrente ficou silenciosa novamente. Tentei ao máximo não molhar nem jogar lama na relação, mas sabe como é MTB, né?!
Mais a frente, encontrei novamente o Leandro parado colocando óleo na corrente, um pouco depois, a Alynne, pedalando frenética em um trecho cheio de lama.
Continuei subindo e descendo e a dor no joelho era cada vez mais intensa e incômoda.
Avistei uma ciclista com a camisa da Acran. Era a Márcia, como sempre, representando bem o ciclismo feminino do nosso estado. Esse negócio de ficar encontrando conhecidos no caminho é muito maneiro.
Próximo ao km 60, estava o apoio. Lá avistei o Baiano que me dizia: Solta o freio, museu! Nem deu pra descer da bike. Passei pedalando e nos cumprimentamos com um "tapa" de mãos.
A partir daí foi ficando cada vez mais sofrido o pedal pois o joelho não parava de doer forte. A nuca e os ombros eram solidários a ele. A perna esquerda, que estava encarregada da maior parte do esforço, dava sinais grandes de fadiga... só derrota!
O pessoal da SPORT que tinha percorrido o trajeto menor me passava direto e eu mal aguentava manter minha velocidade.
Quanto menor era a distância para a chegada, mais impossível parecia ser alcançá-la.
No km 94, avistei o que acreditei ser a chegada. Entrei num corredor de placas de metal e desci da bike. Ainda não era ali e mais um cara me passou. Subi na bike com muita cara de dor e continuei pedalando até avistar Erika, Vanessa e a chegada de fato.
Após me receber e fotografar, a Erika arrumou gelo para eu botar no joelho. Que alívio!!!
Aos poucos foi chegando o pessoal.
Fiquei em 8o na PRO AVENTURA com os seguintes números: d = 94,71 km t = 5:48:47 Av = 16,3 km/h Mx = 61 km/h (será?)
Com isso ganhei 3 pontos no ranking deles.
Capa
A turma
Fabim 1 Comment
Daniel, Erika e eu
...
Erika com flash
Erika sem flash
Combustível
O combustível do Fabim no chão
Erika e eu
Fabim e Daniel
Bike voadora
Vanessa 1 Comment
O clone do Alarico cantando
Cachorro comendo o combustível do Fabim
...
...
Os transportes
Acorda, menina!
Fabim assaltando nossa geladeira
Daniel
Fabim na largada
Preparativos
Filipe com nossa torcida
Os condenados
Meninas
Alynne na largada
Alynne na largada
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O amigo mutante Alarico 1 Comment
Eu e a lama
Eu e a lama
...
Alynne, eu e muita lama
Marcia da Acran
Chegando
...
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...
... 1 Comment
essa doeu
Cadê a medalha, fotógrafa? 1 Comment
... 1 Comment
Trajeto
Altimetria
Alynne
Filipe
Filipe
Casal Big (Iron tb) 1 Comment
Os contundidos
Fabim
Como ela gosta
Daniel e Fabim 1 Comment
Na hora da "boia"
Vai sujar a menina...
...
Essa foi bem sofrida
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